30 julho 2014

Há mais na NOS e não é bom senso

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A minha relação com a NOS encontra-se num limbo carregado de amor-ódio. A mega fusão entre a Optimus e a Zon não me fez grande mossa, excepto pelo aborrecimento e suspiros de impaciência largados pela sobrexposição ao spot de televisão e respectivos derivados. A minha mudança para a Optimus foi motivada pela noção clara que, naquele exacto momento e de todos os operadores móveis em Portugal, era o único que me oferecia tarifários decentes a preços minimamente acessíveis - mais ainda, considerando as condições adicionais que me ofereceram para largar, sem dó, piedade ou pudor, uma relação de longa data com a concorrência.

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20 junho 2014

Lições de vida

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A tendência é que o cinismo aumente proporcionalmente à idade, mas de vez em quando, muito de vez em quando, até o maior dos cínicos pode admitir que ainda se surpreende (pela positiva).


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17 maio 2014

hoje é dia de balanço

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(via)

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13 maio 2014

Organizar a quanto obrigas

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Citando as palavras alheias (da menina que escreve aqui), no meu epitáfio ler-se-á: “Filipe Bernardes, sempre a organizar-se”. A organização é, para mim, uma necessidade tão fundamental como respirar ou acompanhar um café com um pastel de nata (em minha defesa, o meu cérebro gasta muita energia a pensar e eu não quero deixar o pobrezinho subnutrido), e a falta dela (em particular, a minha) deixa-me tão ansioso e irritado como duas horas parado no trânsito ou ter o comando da televisão longe num sábado à noite (explicação: vi o primeiro Sabadabadão mas sobrevivi, por pouco).

Nos últimos meses, a falta de tempo (uma desculpa quase tão antiga como a prostituição), ganhou forma e feitio na minha rotina diária. Demasiados pratos para equilibrar em apenas duas mãos? Preguiça? Demasiada trash tv? Demasiado trabalho? Pegando o touro pelos cornos e armado com papel e caneta, “bastou” (as aspas servem para sublinhar o carácter irónico da palavra escolhida) começar a pensar na quantidade de pequenas (grandes) coisas que tenho para fazer (ou, melhor dizendo, que tenho protelado) para perceber que:

  1. O dia ter 24 horas é demasiado 1999 e alguém devia pensar, seriamente, em lançar uma petição à escala global para lhe encaixar mais umas horitas, e assim dormíamos todos (cada um com os seus ácaros) a dose recomendada diariamente.
  2. Preciso de subcontratar uma trupe de anões viciados em ritalina para me despacharem umas três dúzias de tarefas pendentes (incluindo actualizar o blog, que tem estado a ganhar pó já há uns meses).
  3. Tenho de parar, respirar, repensar prioridades e perceber quando e como aproveitar melhor os pequenos blocos de tempo disponíveis ao longo do dia, conciliando um trabalho exigente com um pós-trabalho que nem sempre tem a atenção e a dedicação merecida. 
O primeiro passo foi dado ontem (a recolha do quê), o segundo hoje (o primeiro post em muitos meses) e, de repente, vislumbro ao longe, não diria bem uma luz mas, talvez, uma nova direcção para melhorar ou, pelo menos, reavaliar o tempo que tenho disponível e se é humanamente possível cumprir com as minhas expectativas, que, reconheço, se tornaram demasiado elevadas.

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20 setembro 2013

dizer adeus à identidade virtual

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Quais as principais razões que levam as pessoas a deixar o Facebook? Neste artigo, publicado no P3, a lista é encabeçada por preocupações com a privacidade, seguindo-se a inevitável insatisfação com a superficialidade sentida nas relações virtuais e o tempo despendido na rede social - ainda que pouco representantivo (dada o número reduzido de inquiridos) sugiro a leitura do estudo completo, que podem encontrar aqui.

A questão da superficialidade das relações virtuais é muito interessante, representando um problema complexo criado pela facilidade com que podemos criar uma personagem virtual que, mais que uma extensão, é, em muitos casos, uma tentativa de reinvenção do 'eu' real. Não é um fenómeno exclusivo das redes sociais mas sim do meio online, que tem permitido (praticamente desde que se tornou parte integrante de uma rotina diária), a muitas pessoas viverem a vida que sempre idealizaram.

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11 setembro 2013

mais uma actualização, mais uma voltinha

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Nos últimos tempos, a taxa de mudanças e actualizações do Facebook tem sido alucinante. Mal nos habituamos a uma funcionalidade, surge outra nova, se achamos que já conhecemos as regras, na semana seguinte muda tudo outra vez. Esta política de tentativa e erro é, para manter o tom do texto educado, uma tremenda dor de cabeça para quem gere páginas de Facebook. Talvez o objectivo seja esse, manter os social media managers em permanente estado de alerta, sempre prontos a saltar pelo aro ao mínimo estalido do chicote.

Um dos últimos anúncios feitos pelo Facebook diz respeito à actualização do algoritmo do feed de notícias que, através de uma análise factorial, irá garantir que o conteúdo de qualidade tem sempre prioridade em termos de visibilidade (podem ler mais aqui). Uma boa notícia? Na teoria sim mas, na prática, custa-me um pouco a perceber se um pedaço de código, por mais sofisticado que seja, conseguirá perceber se o conteúdo que me está a chegar, neste momento, tem qualidade suficiente para me fazer interagir com ele ou, até, se é merecedor de dois segundos de permanência no meu feed de notícias.

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